Salesforce e Anthropic lançam Claudeforce para integrar fluxos de trabalho ao Claude
Nova parceria permite que o Claude acesse dados e fluxos de trabalho da Salesforce, além de incluir 37 habilidades de vendas pré-configuradas.
A Salesforce e a Anthropic anunciaram a expansão de sua parceria estratégica com o "Claudeforce", integrando os produtos de ambas as empresas no Claude, Salesforce e Slack.
O principal destaque é o Salesforce in Claude, um plugin para o Claude Cowork que permite aos usuários acessar dados e fluxos de trabalho da Salesforce diretamente da interface do Claude. O recurso inclui 37 "Sales Skills" pré-configuradas, cobrindo tarefas como preparação para reuniões, verificação do status de negociações e análise de pipeline.
A conexão é realizada por meio do AIforce, descrito pela Salesforce como um "Enterprise Harness" — uma camada de sistema que disponibiliza dados e processos corporativos para a IA. O acesso às informações permanece sob a governança e os sistemas de segurança da Salesforce, garantindo conformidade com as permissões de usuário e regras de negócios.
Por outro lado, o Claude inside Salesforce trará o Claude como modelo de raciocínio para o serviço Agentforce da Salesforce, além de posicioná-lo como o modelo principal para recursos de IA no Slack, como o Slackbot. Com isso, a colaboração vai além de um único plugin, abrangendo os principais canais de trabalho da Salesforce.
No momento, o Salesforce in Claude está disponível para um grupo piloto de clientes, com previsão de lançamento em Open Beta em setembro de 2026.
A iniciativa reflete uma estratégia "headless", permitindo que os usuários acessem dados e processos de CRM por meio de assistentes de IA sem precisar abrir a interface tradicional do aplicativo. Contudo, a eficácia prática ainda dependerá de testes com clientes, sobretudo em relação à precisão das respostas e ao controle de permissões durante a manipulação de dados corporativos.
Empresas que utilizam Salesforce ou Slack poderão agilizar rotinas de vendas via Claude, mas devem avaliar controles de acesso a dados, precisão e políticas internas antes da implementação prática.