SAP restringe viagens e contratações devido à disparada dos custos com IA
SAP, gigante alemã de software, determina restrição de viagens e novas contratações para direcionar o orçamento à IA, cujos custos de uso vêm aumentando
A SAP, gigante alemã de software corporativo, anunciou medidas de restrição a viagens internas e novas contratações, com vigência a partir de 1º de julho de 2026, para realocar o orçamento economizado aos projetos de inteligência artificial (IA) da empresa.
O motivo é o aumento significativo dos custos com IA, especialmente os gastos com o uso de Tokens (unidade de cálculo do volume de processamento dos modelos de IA), que dispararam com a expansão do uso de ferramentas de IA dentro da organização. A empresa informou, por canais internos, que é necessário "ter disciplina na forma como gastamos" (be disciplined in how we spend) para sustentar o investimento em IA no longo prazo.
No entanto, a medida não é uma suspensão total. A SAP abre exceção para contratações em posições diretamente ligadas à IA, além de viagens relacionadas a clientes e à execução de projetos estratégicos de IA da empresa — o que deixa claro que a companhia está escolhendo investir de forma pontual.
A notícia foi revelada inicialmente pelo 404 Media, que teve acesso a um e-mail interno da organização. Em seguida, a Bloomberg confirmou a informação, e um porta-voz da SAP esclareceu que a empresa está reordenando a prioridade dos recursos para o investimento em IA.
O caso da SAP é um sinal a ser observado, pois até mesmo empresas de tecnologia que lideram o impulso da IA enfrentam o peso dos custos reais de uso, a ponto de precisar reestruturar outras áreas de despesa.
A notícia mostra que os custos reais de uso de IA (especialmente os de Tokens) estão tão altos que até gigantes precisam cortar outras despesas para bancá-los. É um alerta para organizações brasileiras que pretendem adotar IA: calculem bem o custo real de operação, e não apenas o valor da assinatura das ferramentas.