Estudo revela que LinkedIn se tornou a maior fonte de conteúdo de IA nas redes sociais
Empresa de detecção de IA revela dados surpreendentes, mostrando que mais de 40% das postagens longas no LinkedIn foram inteiramente geradas por IA, a maior proporção entre as plataformas analisadas.
A Pangram, desenvolvedora de ferramentas de detecção de conteúdo de IA, revelou os resultados de um estudo que destaca o crescimento do conteúdo gerado por IA (AI-generated content) em várias plataformas de redes sociais. Com base em dados coletados de mais de um milhão de postagens de usuários de sua extensão (Chrome extension), a pesquisa descobriu que um em cada quatro posts de formato longo (long-form posts, ou posts com mais de 250 palavras) foi detectado como totalmente gerado por IA. O mais notável é que o LinkedIn, a plataforma para redes profissionais, emergiu como a fonte com a maior proporção de conteúdo de IA. O estudo revelou que mais de 40% das postagens longas no LinkedIn foram inteiramente geradas por IA. Embora as postagens do LinkedIn representassem apenas um terço do conteúdo total analisado, elas contribuíram com 62%, ou quase dois terços, de todo o conteúdo de IA detectado no estudo. Isso indica que a plataforma está enfrentando um problema de 'AI slop', ou seja, um grande volume de conteúdo de baixa qualidade gerado automaticamente. Esta descoberta foi corroborada por várias mídias de tecnologia, como The Register, 404 Media e Digital Trends, adicionando credibilidade aos dados. O próprio LinkedIn reconheceu o problema; um porta-voz da empresa esclareceu que os usuários acessam a plataforma para ouvir perspectivas únicas de pessoas reais, e a empresa está trabalhando para reduzir a visibilidade de conteúdo de baixa qualidade e gerado automaticamente. Em maio, o LinkedIn já havia anunciado que reduziria a recomendação de conteúdo de IA repetitivo e pouco criativo, alegando que seus sistemas preliminares conseguiam identificar conteúdo genérico com 94% de precisão.
Para usuários no Brasil, especialmente no meio profissional, esta informação destaca a necessidade de discernimento ao consumir conteúdo no LinkedIn, pois grande parte do que é publicado pode não ser uma opinião ou experiência real, mas sim textos gerados automaticamente apenas para engajamento.